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Marketing como ecossistema, não como canal
O marketing contemporâneo deixou de ser um conjunto de canais isolados para se tornar um
ecossistema de interações, onde marca, mídia, conteúdo, produto, experiência e relacionamento
atuam de forma integrada ao longo da jornada do consumidor.
As telas de Ecossistema Energia, Tático – Canais – Jornada e Ecossistema Jornada traduzem
esse conceito em indicadores práticos, permitindo enxergar:
• onde a marca está presente,
• em quais etapas da jornada ela atua,
• com que intensidade,
• e com quais objetivos e KPIs.
Essa abordagem dialoga diretamente com Kotler, quando define marketing como um processo de
criação, comunicação e entrega de valor, e com Keller, ao tratar marca como um sistema de
associações construídas ao longo do tempo.
Indicadores e frentes de atuação: como o ecossistema é
analisado
1⃣ Distribuição de energia por canal e objetivo
O Ecossistema Energia mostra como os canais recebem pesos diferentes de acordo com:
• audiência (geração, perfil),
• objetivo (marca, produto, promoção, venda),
• KPI (visibilidade, engajamento, tráfego, indexação).
Esse modelo se conecta à lógica de alocação estratégica de recursos, defendida por Porter:
vantagem competitiva vem de escolhas claras sobre onde competir e onde não competir.
2⃣ Canais por etapa da jornada
O módulo Tático – Canais – Jornada organiza ações ao longo de:
• Awareness,
• Consideração,
• Try,
• Purchase,• Loyalty,
• Referral.
Cada etapa possui:
• canais mais adequados,
• tipos de conteúdo específicos,
• níveis diferentes de intensidade.
Aqui entram os conceitos de:
• Customer Journey (Lemon & Verhoef),
• Momentos da Verdade,
• Experiência como fator de diferenciação.
3⃣ Visões agregadas e equilíbrio do sistema
As visões consolidadas mostram:
• excesso ou falta de energia em determinadas etapas,
• dependência excessiva de um único canal,
• lacunas na jornada.
Esse tipo de leitura evita o erro clássico de otimizar uma parte enquanto o todo perde eficiência.
Por que entender o ecossistema completo é tão importante?
Porque o consumidor não vive em silos de marketing.
Segundo Daniel Kahneman, decisões são tomadas de forma rápida, emocional e contextual. Isso
significa que:
• a marca pode ser descoberta no social,
• validada no Google,
• comparada em marketplaces,
• e decidida por indicação.
Ignorar uma dessas camadas é criar fricção invisível.
Concorrência e contexto: ninguém joga sozinhoO ecossistema também precisa ser analisado em relação aos concorrentes:
• onde eles investem mais,
• quais canais dominam,
• quais etapas da jornada estão saturadas ou negligenciadas.
Aqui entram:
• Ries & Trout (posicionamento relativo),
• Byron Sharp (disponibilidade mental e física).
Não se trata de copiar, mas de entender onde há espaço real para diferenciação.
Onde colocar mais energia? O que vale a pena?
A resposta nunca é universal.
Cada segmento tem características próprias:
• B2B complexo:
depende mais de SEO, conteúdo profundo, autoridade e relacionamento.
• B2C aspiracional:
social, influência, emoção e recorrência.
• Negócios locais:
presença proprietária, busca e reputação.
• Plataformas e SaaS:
produto, onboarding, conteúdo educativo e comunidade.
Essas diferenças reforçam o princípio de Kotler:
não existe estratégia certa fora do contexto do mercado, da audiência e da categoria.
Proprietário, social, search: funções diferentes no ecossistema
• Canais proprietários (site, blog, CRM): constroem ativo e previsibilidade.
• Social e influência: criam descoberta, narrativa e emoção.
• SEO e indexação: capturam demanda existente e intenção.
• Relacionamento e experiência: reduzem churn e ampliam LTV.
👉 O erro comum é tratar todos como se tivessem a mesma função.Conclusão: estratégia é equilíbrio, não volume
As telas mostram que marketing eficaz não é:
• estar em todos os canais,
• investir mais,
• fazer mais campanhas.
É:
• entender a jornada real do consumidor,
• reconhecer o papel de cada canal,
• observar o movimento dos concorrentes,
• alocar energia onde há maior impacto estratégico.
Em síntese, como defendem Porter, Kotler, Keller e Sharp:
vantagem competitiva nasce da clareza de escolhas, não da soma de ações.
Com uma visão completa do ecossistema, o marketing deixa de reagir e passa a orquestrar
crescimento.