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CONTROLE EXPERIÊNCIA

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Como usar a Performance Estratégica de Experiência como vantagem competitiva

 

Um dos maiores erros do marketing e do growth é tratar experiência como consequência da performance.

Na prática, a experiência é a principal causa invisível da performance futura.

Este tutorial mostra como usar indicadores de experiência para antecipar problemas, proteger marca e transformar crescimento em algo mais eficiente, previsível e sustentável.

 

1️⃣ Entenda a lógica estrutural da experiência

O ponto de partida é simples:

O consumidor não avalia campanhas.
Ele avalia jornadas completas.

Essa visão está presente em:

  • Lemon & Verhoef — Customer Journey

  • Daniel Kahneman — memória experiencial

  • Philip Kotler — valor percebido

  • Kevin Keller — equity experiencial

Implicação prática

Medir apenas:

  • cliques,

  • leads,

  • conversão final,

é medir o fim da cadeia, sem entender suas causas.

Experiência explica por que os números mudam — antes de mudarem.

 

2️⃣ Use indicadores que antecipam problemas de performance

Antes de olhar ROI, CAC ou churn, observe os sinais precoces.

 

🔹 Clareza da Jornada

Indicador: tempo médio para concluir uma ação

Esse indicador mede se o cliente entende o caminho até o objetivo.

📚 Kahneman: quanto maior o esforço cognitivo, maior a evasão.

👉 Jornadas confusas:

  • não aparecem no Ads,

  • mas aumentam CAC silenciosamente.

 

🔹 Esforço do Cliente (CES)

Indicador: Customer Effort Score ou número de passos

📚 Harvard Business Review: reduzir esforço impacta mais recompra do que “encantar”.

👉 CES alto:

  • destrói lealdade,

  • mesmo quando CSAT parece bom.

 

🔹 Emoção e Percepção

Indicador: pesquisa qualitativa curta

Aqui você mede como o cliente se sentiu, não apenas o que fez.

📚 Kahneman — Peak-End Rule:
o que fica na memória é o pico emocional e o final, não a média.

👉 Uma experiência emocional negativa:

  • anula campanhas positivas anteriores,

  • reduz confiança acumulada.

 

🔹 Valor Percebido (Net Value Score)

Indicador: “Valeu a pena?”

📚 Kotler:
valor = benefícios percebidos − custos percebidos.

👉 Quando o valor percebido cai:

  • a marca entra em espiral de desconto,

  • a margem vira refém da promoção.

 

🔹 Lealdade e Disposição de Recompra (NPS)

Indicador: Net Promoter Score

📚 Reichheld: NPS antecipa crescimento sustentável.

👉 NPS negativo com boa conversão é bomba-relógio:

  • vende hoje,

  • perde amanhã.

 

3️⃣ Avalie a experiência como sistema (não como ponto isolado)

Na camada estrutural, a pergunta muda:

A execução da experiência é simples, humana e consistente?

 

🔹 Facilidade

Indicador: objetivo atingido em até 3 passos

📚 UX heuristics + Kahneman

👉 Facilidade reduz o custo invisível de aquisição.

 

🔹 Velocidade

Indicador: tempo de resposta vs padrão de mercado

📚 Economia da atenção

👉 Lentidão gera frustração —
e não aparece no funil tradicional.

 

🔹 Empatia

Indicador: clareza, personalização, tom humano

📚 Aristóteles — Pathos

👉 Empatia cria tolerância a falhas operacionais.

 

🔹 Consistência

Indicador: experiência igual em todos os canais

📚 Keller — consistência constrói marca

👉 Inconsistência destrói confiança silenciosamente.

 

🔹 Valor

Indicador: benefícios claros que superam esforço

📚 Kotler + Keller

👉 Valor percebido sustenta margem e preferência.

 

🔹 Feedback

Indicador: facilidade de opinar e ser ouvido

📚 Gestão de melhoria contínua

👉 Sem feedback, a empresa aprende tarde — e caro.

 

4️⃣ Leia a jornada completa (onde tudo se conecta)

Aqui, marketing, produto e operação se encontram.

Avalie cada ponto:

  • Marca → promessa

  • Informação → clareza

  • Atendimento → resolução

  • Compra → confiança

  • Entrega → expectativa × realidade

  • Pós-venda → continuidade

  • Relacionamento → recorrência

📚 Lemon & Verhoef:
a experiência é cumulativa e transversal.

👉 Um único ponto fraco pode anular múltiplos investimentos de mídia.

 

5️⃣ Use o Audit de Experiência para consolidar decisões

O Audit Experiência integra os indicadores-chave:

  • NPS → vínculo e crescimento futuro

  • CSAT → satisfação pontual (tático)

  • CES → atrito estrutural (estratégico)

Leitura integrada (essencial)

  • CSAT alto + NPS baixo → experiência funcional, sem vínculo

  • Conversão alta + CES alto → crescimento caro e frágil

👉 Ler um indicador isolado leva a decisões erradas.

 

6️⃣ Entenda por que isso é performance estratégica (não tática)

Esses indicadores explicam:

  • por que o CAC sobe,

  • por que a conversão oscila,

  • por que a marca perde força mesmo vendendo,

  • por que a mídia para de escalar.

📌 Diferença fundamental:

  • métricas táticas → explicam o passado

  • métricas estratégicas → antecipam o futuro

 

7️⃣ Evite o erro clássico: confundir ativação com crescimento

Sem controle de experiência, empresas:

  • aumentam mídia para compensar atrito,

  • fazem promoção para corrigir valor percebido baixo,

  • trocam campanha quando o problema é estrutural.

📚 Porter:
isso é eficiência operacional tentando compensar falta de estratégia.

 

🧠 Conclusão prática

Controlar experiência de forma estratégica não é luxo, nem “CX bonito”.

É:

  • redução de risco,

  • antecipação de problemas,

  • sustentação de crescimento,

  • proteção de marca,

  • eficiência real de marketing.

Em síntese:

Métricas táticas mostram se o cliente comprou.
Métricas estratégicas mostram se ele voltará, indicará e sustentará o negócio.

Quando a experiência é bem governada,
o marketing deixa de apagar incêndio
e passa a construir valor no tempo.

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